Rejeição 215 do CT-e: falha no schema XML — o que significa e como resolver
A rejeição 215 (Falha no Schema XML) diz que o CT-e não bate com o layout que a SEFAZ exige. Veja as causas mais comuns e como corrigir sem digitar de novo.
A rejeição 215 (Falha no Schema XML) significa que o XML do CT-e enviado não segue exatamente o layout (XSD) que a SEFAZ exige — um campo obrigatório faltando, um campo na ordem errada, ou um valor com formato diferente do esperado (por exemplo, um número onde deveria ir texto, ou um campo maior que o tamanho máximo permitido). A SEFAZ recusa o documento inteiro antes mesmo de olhar o conteúdo fiscal.
É, de longe, a rejeição mais comum de quem está no início: normalmente não é um problema de "conteúdo errado", e sim de estrutura — o dado até está certo, mas o XML não foi montado do jeito que o padrão nacional do CT-e pede.
Por que a 215 acontece?
- Campo obrigatório vazio ou ausente — um endereço sem CEP, um contato sem telefone, um grupo que o layout exige e não foi enviado.
- Versão do layout errada — o CT-e tem uma versão de schema vigente (ex.: 4.00); enviar em outra versão do XSD já rejeita por schema.
- Tamanho ou formato do valor fora do permitido — um campo de texto curto demais (o padrão fiscal define mínimos e máximos de caracteres para nome, endereço, contato), ou um número com casas decimais que o campo não aceita.
- Ordem dos campos — no XML fiscal a ordem das tags importa; um campo fora do lugar no bloco quebra a validação mesmo que o dado esteja correto.
A mensagem que a SEFAZ devolve costuma ser um texto técnico, em inglês, citando o elemento do XSD — não é fácil para quem não lê XML entender qual campo do formulário está por trás do erro.
Como resolver a rejeição 215
- Releia o campo
xMotivoda resposta: mesmo técnico, ele geralmente cita o nome do elemento (ex.:xContato,CEP,fone) que está fora do padrão. - Confira o cadastro que originou aquele campo (empresa, cliente, veículo) — a causa quase sempre está num dado cadastral incompleto ou digitado num formato que o layout não aceita.
- Corrija o cadastro e emita de novo. A rejeição não consome o número do CT-e: o mesmo número pode ser reenviado depois de corrigido.
- Se o texto não fizer sentido nenhum, compare a estrutura do seu XML com um CT-e que já foi autorizado — a diferença de estrutura entre os dois costuma apontar o campo exato.
Como o SuperCTe evita a rejeição 215
O SuperCTe valida os campos obrigatórios antes de montar e transmitir o XML, e traduz para português os erros de formato mais comuns (documento, CEP, telefone, chave de 44 dígitos) em vez de te devolver o texto cru do validador. Isso evita boa parte das idas e vindas da 215 — você corrige o campo no formulário, não decifra um XSD.
Veja também: rejeição 225 (assinatura/schema inválido) e como emitir CT-e sendo MEI ou autônomo.